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Criança e febre: Cuidado com a Febrefobia!

criança com febre

No universo pediátrico, a febre surge como uma das maiores preocupações para os familiares, devido ao medo de complicações sérias ou episódios convulsivos, uma conexão frequentemente mal interpretada por quem cuida e até por profissionais de saúde.


Esse temor, misturando conhecimento e emoção, originou o termo "febrefobia" para descrever a ansiedade e insegurança intensa diante de uma criança febril.


Mas a febre em crianças é sempre uma emergência? Geralmente a resposta é não. Vale ressaltar que a febre não constitui uma doença por si só, mas uma resposta defensiva do corpo, alertando-nos sobre um agente agressor. Curiosamente, 90% desses agentes são vírus, e não bactérias, o que contraindica a necessidade de antibióticos na maioria dos casos..


Pesquisas atuais não validam a ideia de que a intensidade da febre aponte para diagnósticos ou causas infecciosas específicas. Em sua maior parte, a febre em crianças não deve causar preocupação. Contudo, temperaturas axilares superiores a 39,5°C merecem atenção, especialmente em bebês menores de três meses de vida ou se associadas a outros indicadores de alerta.


  • Esclarecendo dúvidas frequentes sobre febre em crianças:


1. "Quando administrar medicamento?"

O uso de antitérmicos deve levar em conta o bem-estar geral da criança, como seu nível de desconforto, choro ou irritabilidade, mais do que os números no termômetro. Converse sempre com seu pediatra sobre o melhor momento para administrar medicação.


2. "E se não medicar e tiver convulsão?"

A convulsão febril é considerada benigna, acontecendo dos 6 meses aos 5 anos de idade, sem deixar sequelas ou exigir medicamentos preventivos. Sua ocorrência depende mais da predisposição da criança e não da temperatura específica.


3. "Quando devo me preocupar com a febre?"

Bebês com menos de 3 meses, principalmente os recém-nascidos com febre, precisam de avaliação pediátrica com urgência. Em crianças maiores, a atenção está nos sinais e sintomas associados, assim como no estado geral da criança após o momento da febre. Sinais como dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos persistentes, irritabilidade severa ou dificuldade para respirar também necessitam de uma avaliação médica com urgência.


Compartilharei mais conteúdos sobre febre e infecções na infância por aqui!


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